Resenha: “Marks To Prove It” (2015) – The Maccabees

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The Maccabees tem mostrado uma evolução gradual desde “Colour It In” em 2007, passando por “Wall Of Arms” em 2009, “Given To The Wild” em 2012, até chegar em “Marks To Prove It”, lançado em 31 de Julho deste ano. O que acontece aqui não é uma mudança drástica de estilo, mas um amadurecimento de som e temas tratados pela banda, que demonstram ainda mais potencial a cada novo trabalho, aprendendo juntos com os erros e acertos e tirando o melhor de tudo isso.

Com as primeiras prévias ainda no estúdio divulgadas no Instagram, já fiquei bastante animado para esse novo álbum, e com certeza minhas expectativas foram superadas. Há o uso de diferentes lentes ao longo das 11 músicas, que podem ser traduzidas em sentimentos vivenciados em partes especificas do dia. Para a produção, a banda utilizou de um estúdio próprio em Elephant and Castle, bairro tradicional de Londres, explorando maior liberdade criativa e maturidade por parte dos membros.

A faixa-título é responsável por dar inicio ao álbum, com uma energia frenética e variações rítmicas, dadas por acordes de guitarra distorcidos. “Marks To Prove It” une a grandiosidade explorada em “Given To The Wild” com o puro Indie Rock dos discos anteriores.

Em seguida “Kamakura” traz uma atmosfera mais tranquila, que cresce de forma marcante no refrão e volta para o ritmo desacelerado nos próximos versos. O encerramento da faixa se da de forma inesperada. “Ribbon Road” trabalha da mesma forma, trocando um pouco a guitarra por um piano suave e sentimental que vai ganhando força.

“Spit It Out” é uma de minhas favoritas, que inicia apenas com piano, mas vai se tornando cada vez maior ao decorrer dos seus 5 minutos, mostrando um lado mais agressivo do The Maccabes.

Temos finalmente a primeira balada do álbum. “Silence” marca uma mudança em “Marks To Prove It”, sendo visto através de uma luz mais sombria e obscura, com os vocais assumidos pelo guitarrista Hugo White. A melancolia continua em “River Song”, que é comparada pelo vocalista Orlando Weeks a um momento de tristeza durante a noite, quando as pessoas já devem estar em casa.

“Slow Sun” pode ser conectada ao fim da madrugada, próximo ao começo de um novo dia, trazendo a sensação de solidão e duvidas sobre a realidade e amor. Conforme o dia amanhece, temos de volta o otimismo em “Something Like Happinness”, segundo single do álbum. Somos encorajados a persistir buscando aquilo que desejamos e sempre dizer o quanto você ama alguém. “O Céu proíbe oportunidades perdidas”.

A fantástica “WW1 Portraits” é a mais fascinante de todo o disco. É como se estivéssemos observando um retrato de algum soldado da Primeira Guerra Mundial, descobrindo tudo o que há por trás daquela simples imagem, toda a dor e sofrimento que aquele homem passou. A canção vai crescendo a cada passo que damos na história.

Se aproximando do fim de “Marks To Prove It”, está “Pioneering System”. A faixa é bem simples em sua construção, com um som mais cru e tradicional, guiado por um sútil piano e vocais agudos no encerramento. “Dawn Chorus” nada mais é que o cantar dos pássaros ao amanhecer de um dia, e foi essa sensação que a banda quis trazer à última faixa, encerrando de forma grandiosa um grande álbum.

Tracklist:
1. Marks To Prove It
2. Kamakura
3. Ribbon Road
4. Spit It Out
5. Silence
6. River Song
7. Slow Sun
8. Something Like Happiness
9. WW1 Portraits
10. Pioneering Systems
11. Dawn Chorus

Nota: 9

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