Resenha e Setlist: Paul McCartney faz três horas passarem rápido em SP

Paul McCartney
Com nomes confirmados como Bruno Mars, U2, John Mayer, Green Day, Megadeth, Jack Johnson, Coldplay, Arcade Fire, Deep Purple e outros, quem começou neste domingo (15) a alta temporada de shows com nomes gigantes do cenário Mundial, que passarão pela cidade de São Paulo daqui até o final de 2017 foi Paul McCartney. O eterno Beatle, com 75 anos, tem seu passaporte carimbado praticamente todos os anos, com shows esgotados pelo Brasil.

De acordo com a organização, essa vez não foi diferente e também teve todos os ingressos vendidos, em um Allianz Parque que comporta pouco mais de 45 mil pessoas. A apresentação começou às 21h01, logo de cara com uma performance da música “A Hard Day’s Night”, seguindo a mesma sequência inicial apresentada em Porto Alegre na última sexta-feira (13), com “Junior’s Farm”, “Can’t Buy Me Love” – um dos maiores clássicos dos Beatles, que entoou todo o estádio – e “Jet”.

O show da turnê “One on One” durou pouco mais de três horas, trouxe um Paul com uma energia singular, que exalava e causava um efeito animador em todos os presentes que cantaram praticamente tudo. Ao todo, foram 38 músicas e entre elas muitas pausas com muita história para contar e interações constantes, inclusive arranhando um português onde ele chamou os homens de “manos” e as mulheres de “minas” causando risadas entre os presentes.

Esse, sem dúvida alguma, é o típico show que você sai com a sensação de que você precisava estar lá, para poder ter guardado na sua memória para o resto da vida, aqueles momentos que mesmo que tenham durado três horas, pareceu que durou muito menos.

McCartney teve o público na mão durante todo esse tempo. Com o sorriso estampado no rosto, ele passeou pela carreira dos Beatles, pela sua própria carreira e inclusive trouxe a sua faixa mais recente – essa palavra parece que foi a mais marcante para ele durante todo o show, ele repetiu muitas vezes e aparentemente gostava da forma que soava – a intitulada “FourFiveSeconds”, que originalmente conta com a participação da cantora Rihanna e do rapper Kanye West.

Um momento especial da primeira parte do show foi quando ele cantou “Blackbird”, e logo nos primeiros acordes o palco que ele estava subiu em uma altura consideravelmente alta, trazendo um painel de led com animações que acompanhavam a levada acústica que essa faixa possuí. Assim como já comentei em outras resenhas de alguns poucos shows, são raras as músicas que hipnotizam e fazem todos ficarem em silêncio, não por não saberem a letra, pois todos sabemos, mas apenas apreciando aquele momento, e sem dúvida alguma “Blackbird” tem essa carga emocional muito forte e bonita.

É praticamente impossível abordar todas as músicas, pois foi uma chuva de hits – você pode ver o setlist completo no final dessa publicação -, mas no final da primeira parte rolou “Ob-La-Di, Ob-La-Da”, fazendo todo mundo dançar e os presentes continuaram a cantar mesmo quando a música já tinha acabado, o que fez Paul puxar mais um trecho rápido dela. “Band on the Run” para os fãs de Wings, “Let It Be” que dispensa comentários, é uma música única dos Beatles, a explosiva “Live and Let Die”, que veio acompanhada de muitos fogos de artifícios e explosões e encerrando com “Hey Jude” que, durante toda a minha vida, vi poucos momentos com tanta energia, foi surreal e inesquecível.

Já no “Encore”, Paul apresentou as músicas que ele costuma apresentar na segunda parte do seu show, uma sequência de Beatles repetindo inclusive a mesma que rolou em Porto Alegre de “Yesterday”, “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, “Helter Skelter”, “Birthday”, “Golden Slumbers”, “Carry That Weight” e a derradeira, “The End”. Ele ainda se apresentará em Belo Horizonte na próxima terça-feira (17), e em Salvador na sexta (20), saiba todas as informações aqui.

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Rafael Strabelli

Formado em Publicidade e Propaganda, Editor Chefe da NM, Fotógrafo de Shows, e devorador de CD’s, Filmes e Séries.

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