Resenha: “SOUR” – Olivia Rodrigo (2021)

Olivia Rodrigo
Capa / Divulgação
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@nacaodamusica

O nome você já conhece: Olivia Rodrigo. A atriz da série da Disney “High School Musical: The Series” fez sua estreia solo na música em janeiro com o sucesso “drivers license”, que atingiu marcas sem precedentes na indústria, quebrando uma série de recordes de maneira avassaladora.

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Tendo completado apenas 18 anos recentemente, Olivia Rodrigo já é um fenômeno. Logo em seu primeiro hit, a jovem chamou a atenção de ninguém mais, ninguém menos que Taylor Swift, que não só é nomeada como uma das maiores influências de Olivia, como também tem seu nome creditado em uma das faixas do álbum de estreia “SOUR”.

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O disco mal chegou e já é um acontecimento histórico. Estreando com mais de 60,5 milhões de streams, ele atingiu a marca de maior estreia de um álbum, não só em 2021, como também na história! O segredo de tanto sucesso? Uma vulnerabilidade admirável mesclada com um talento nato para a escrita e o storytelling, resultando em composições surpreendentemente profundas e honestas para alguém tão jovem e tão no início da carreira.

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A temática central do disco são os sentimentos de angústia, tristeza, saudade, ciúmes e insegurança vividos após o fim de um relacionamento, o que é resumido perfeitamente no título, “SOUR”. Perder alguém que se ama é o suficiente para deixar qualquer um meio azedo. Fazendo referência direta à sua idade, a capa traz Olivia posando para a foto em uma careta entediada, com o rosto coberto de adesivos ensolarados e contra um fundo roxo vibrante, uma cor que é muito relacionada com a juventude, mas também um pouco mais sóbria, não passando uma mensagem de todo otimista.

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Abrindo o álbum com um estrondo, “brutal” é um hino pop-punk sobre as desventuras da adolescência, onde Olivia se aproveita da agressividade das guitarras para berrar ao microfone todas as suas insatisfações, desmistificando a ideia de que ser jovem traz apenas diversão. “Eles dizem que esses são os anos dourados / Mas eu gostaria de desaparecer,” canta no refrão. A canção é uma ótima música de abertura, apresentando previamente um pouco dos temas que serão explorados ao longo do disco e trazendo um quê de rebeldia, sendo uma das seis faixas marcadas como explícitas.

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Em uma de suas composições mais pessoais e dolorosas, Olivia fala sobre perder a pessoa que amava para outro alguém sob circunstâncias suspeitas de traição em “traitor”. Ela relata uma série de acontecimentos que a fizeram sentir traída e desrespeitada, inclusive o comportamento evasivo e manipulador da pessoa com quem ela estava: “Não é engraçado? / Você se lembra de quando eu mencionei ela e você me disse que eu estava paranoica?”

A famosa “drivers license” chega logo em seguida, lembrando todos os motivos de ser a música de estreia com os maiores números da história do Spotify. A faixa de bedroom pop é carregada de sentimentos tristes de nostalgia, lembrando momentos planejados a dois que se concretizaram de modo solo. É no refrão que a voz de Olivia brilha mais, mostrando seu potencial para o alcance de notas mais altas. Ela conduz a letra com a voz transbordando emoções, permitindo que sejamos atingidos diretamente por tudo que ela está sentindo.

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Em “1 step forward, 3 steps back”, Olivia Rodrigo recriou o piano da faixa “New Year’s Day”, que encerra o álbum “reputation” de Taylor Swift, para garantir que a cantora ficasse com os créditos. Enquanto a canção original é uma doce demonstração de amor, “1 step forward, 3 steps back” é uma das composições mais tristes do “SOUR”, onde Olivia escancara comportamentos de seu ex-namorado que a fazem questionar a si mesma e se sentir insegura, sabendo que mesmo quando ela faz o possível para que tudo dê certo, as coisas ainda acabam desandando. No refrão, Olivia questiona até mesmo o que a outra pessoa sente por ela, não sabendo se é amada, desejada ou odiada, e no verso seguinte ela admite o quando está presa na relação: “Talvez, de um jeito meio masoquista / Eu meio que ache tudo isso empolgante / Do tipo, qual tipo de amante vai atender o telefone hoje? / Você vai me levar até a porta ou me mandar pra casa chorando?”

Um dos grandes destaques do álbum, “deja vu” foi escolhida como segundo single e é uma canção envolvente e sonhadora, usando sintetizadores eletrônicos após o refrão para criar uma atmosfera etérea enquanto Olivia se lembra de todas as coisas que fez com seu ex-namorado e que ele agora repete com a nova namorada. Essa é uma das faixas em que Olivia mostra sua extensão vocal, aplicando intensidade na voz conforme a música cresce e também apostando em alguns falsetes.

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O som do baixo nos introduz à vingativa e raivosa “good 4 u”, que se tornou o terceiro single do “SOUR” e ganhou um videoclipe com referências ao filme “Garota Infernal” (2009). O refrão levado pela bateria e as guitarras recupera um pouco do pop rock dos anos 2000, remetendo a alguns sucessos de Avril Lavigne e Paramore, e ambientando a frustração de Olivia, que não esconde a raiva em sua voz. Em um momento em que o pop punk/rock está novamente em alta, Olivia Rodrigo acerta em cheio em uma de suas canções mais cativantes.

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Contradizendo o título, “happier” traz um pouco da melancolia do blues e sustenta mais uma letra magoada com notas suaves do piano e a voz de Olivia começando de modo quieto e crescendo junto ao instrumental no refrão, enquanto ela detalha com maestria o sentimento agridoce de querer o melhor para alguém que se ama, mas ao mesmo tempo desejar que as memórias de si mesma não sejam substituídas ou fiquem em segundo plano quando comparadas às feitas com a nova pessoa.

Guiada pelo som do baixo e a marcação da bateria, “jealousy, jealousy” é uma faixa funky que descreve o sentimento constante de comparação entre Olivia e outras pessoas através das redes sociais, fazendo com que ela se sinta insuficiente consigo mesma e com a sua vida, o que é um sintoma muito comum na era da internet, especialmente dentro do Instagram. A canção traz uma ponte excelente, com Olivia projetando sua voz de modo mais forte enquanto extravasa sua frustração.

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Formada essencialmente por violão e voz, a doce “favorite crime” traz um momento de claridade para o disco, onde Olivia Rodrigo relembra todas as coisas que fez “apenas para te chamar de meu”, fazendo paralelos com romances criminosos e perigosos enquanto deseja ao menos que ela tenha sido “o crime favorito” da outra pessoa.

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Encerrando o álbum de modo tocante, “hope ur ok” conta a história de dois amigos de Olivia que sofriam com ambientes familiares complexos, mas que eram pessoas boas. Na letra, a cantora fala que perdeu o contato com ambos, mas deseja que eles estejam bem. É um modo delicado e esperançoso de terminar o álbum, onde Olivia reconhece realidades e situações muito mais complexas que um coração partido e direciona sentimentos de amor e gentileza para essas pessoas.

Em sua totalidade, “SOUR” se mostra um álbum maduro e brutalmente honesto, especialmente considerando o quão jovem Olivia Rodrigo é. Sua habilidade em descrever as experiências da adolescência em tantos detalhes e de forma tão certeira e sincera provam o motivo da jovem ser uma das grandes apostas para o futuro do pop. Também é interessante notar a liberdade criativa que Olivia teve ao compor seu álbum de estreia, usando palavras explícitas em várias faixas, o que é muito incomum para artistas que têm vínculos com a Disney. Em suas onze faixas, “SOUR” se revela um álbum atemporal, podendo ser passado adiante de geração em geração e traçando temas e sentimentos relevantes não só para o público adolescente, mas também para uma grande parte dos jovens adultos.

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RESUMO DA RESENHA
Olivia Rodrigo - SOUR
Jornalista, entusiasta de cultura pop e ex-fã de One Direction.