Resenha: “TEORIA DO CAOS” – Elana Dara (2021)

Elana Dara
Foto: Reprodução / Instagram
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Em 2020, a cantora Elana Dara, curitibana, começou a atrair muita atenção pelas suas covers e suas, cada vez mais frequentes, faixas autorais – que postava principalmente em seu canal do Youtube. Um ano depois, a jovem artista soltou seu primeiro projeto, composto somente de canções originais, gravadas e escritas por Elana mesma, o EP “TEORIA DO CAOS”, que saiu na última sexta-feira (17).

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Com seis músicas, a cantora disserta sobre inúmeros sentimentos conectados ao amor, à identidade e à sua visão do mundo a sua volta, fugindo muitas vezes dos versos somente sobre romance e tornando-se mais introspectiva, contando sempre com uma honestidade em relação aos seus defeitos e forças.

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Usando de guitarras, baterias e, em grande parte, instrumentais mais pesados e poderosos, Elana foge do que já tinha explorado, como a mesma afirmou em nossa entrevista exclusiva com ela, disponível aqui na Nação da Música.

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Abrindo o EP, temos “sou uma bagunça”, na qual a inspiração do pop-punk e rock é extremamente clara, seja na produção orgânica e instrumentalizada, com suas guitarras constantes, ou nas letras que explicitam diversas inquietações da cantora.

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Com o coração na mão, Elana Dara canta sobre ser desconectada do mundo mas querer alguém junto a si, sobre estar sempre sonhando mas repleta de confusões, tudo isto enquanto direciona-se ao interlocutor e afirma que quer ver ele ou ela de novo. Mesmo que ela mesma seja uma bagunça, Dara agradece quem marcou sua trajetória e conseguiu a estabilizar, “Só os loucos que mudaram a minha vida”.

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Mais pop e mais tranquila, “sempre estrago tudo” é uma completamente dedicada ao seu interesse amoroso, afirmando que ama muito esta pessoa e refletindo em tudo que a encanta nela, mas, que acaba arruinando estes sentimentos no fim.

Com versos como “é o jeito mais fácil que eu achei para te dizer” e “lamento não ter uma rima genial”, Elana constrói uma faixa completa com a ânsia por manter este amor, que, por sua vez, intensifica-se até na produção, que vai ficando cada vez mais cheia de percussões.

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A terceira, e já a metade do EP, “carente pra sempre” começa mais enraizada nas origens de Elana Dara, em suas composições com voz e violão – mas, como acontece na faixa anterior, as guitarras e percussões tomam o controle e tornam a faixa mais intensa.

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Desta vez, a cantora afasta-se do pedido por um amor e descreve uma situação em que contenta-se em estar sem ninguém, porque “Ter alguém é muita burocracia”, mas não significa que não vai continuar estando carente. Com “Me diminuo para caber, já cansei de me entortar”, Elana cria uma narrativa séria e envolvente, que acabam ficando mais humorísticas com frases como “E eu vou chorar pelo leite derramado / Mesmo intolerante à lactose”, daí fica da preferência do ouvinte sua opinião sobre a perda de seriedade.

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A maneira que Elana Dara canta “histórias da minha cabeça” é tão reminiscente de cantores do gênero sertanejo, que é fácil imaginar esta composição em uma tracklist de algum destes. Dedicada à sua narração, que consegue pintar uma cena vívida na mente do ouvinte, a artista descreve cenários românticos, como o acordar ao lado da pessoa amada, o café da manhã em dois e o amor em momentos completamente cotidianos.

Usando principalmente o violão, Elana explica que constrói estes cenários até mesmo para pessoas que não conhece muito bem, só pela esperança de que o “roteiro de sua vida inteira” realmente se cumpra.

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Junto a Vitor Kley, como noticiamos aqui na NM, Elana Dara canta a faixa “amor não eh pra mim”, refletindo que se apaixona por tudo à sua volta, mas, que este sentimento não é realmente destinado a ela. O interessante desta canção é que, especialmente por estar tão transbordando de sentimento, é o auto-conhecimento explícito da artista com o qual ela explica que estas emoções nas letras de “amor não eh pra mim” são, na verdade, a sua “canção de auto-sabotagem”.

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Inegavelmente o coração do EP, “acredito em fadas” é baseada em um ritmo de piano e é onde Elana Dara mostra explicitamente seu talento vocal, colocando emoção em cada linha e cada palavra, variando seu tom e a altura. Narrando um relacionamento que deu errado e acabou com diversos impactos nela, a artista explica que se cansou de se esforçar para que ela e esta pessoa dessem certo e, mesmo que acredite em tudo que é mágico e fantástico, não consegue acreditar em seus próprios versos.

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Honesto e cheio de emoção, “TEORIA DO CAOS” é a história completa dos sentimentos e reflexões de uma jovem compositora repleta de potencial. Conseguindo descrever seus próprios defeitos e mostrando um autoconhecimento louvável, Elana Dara constrói um EP que mescla suas inúmeras influências e, mesmo que tropece em algumas das composições e suas temáticas, mostra que a artista tem muito em seu futuro.

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RESUMO DA RESENHA
Elana Dara - "TEORIA DO CAOS"
Estudante de jornalismo, não-binárie e apaixonade por música. Sempre aberte para ouvir qualquer gênero, artista ou década. O universo do pop, principalmente hyperpop, k-pop e synthpop, é onde eu vivo e sobrevivo.
resenha-teoria-do-caos-elana-dara-2021Elana Dara brilha nos momentos mais honestos de “TEORIA DO CAOS” e criou um projeto que reflete suas mais diversas influências e interesses, conseguindo abraçar o pop-punk, o pop, a voz e violão e até reflexões do sertanejo nas suas seis faixas.