Slipknot
Foto: Alexandria Crahan-Conway/Divulgação

Após cinco anos de espera, o Slipknot lançou seu novo disco “We Are Not Your Kind”, no início de agosto. O álbum, que marcou uma nova fase da banda, estreou no topo da parada americana, os consolidando ainda mais como uma grande e significante força no hard rock/metal.

Bem assombroso, é assim que começamos a jornada pelo novo disco do Slipknot. “Insert Coin” é uma introdução que com menos de um minuto e meio já causa arrepios, e é só lá no finzinho que ouvimos a voz de Corey Taylor cantando bem suavemente “I’m counting all the killers (Estou contando todos os assassinos)“.

Unsainted” foi o primeiro single divulgado, ou seja, o primeiro contato que os fãs tiveram com o novo material. Além disso, um videoclipe também foi divulgado, onde a banda introduziu as novas máscaras. É interessante também destacar o quão bem funcionou o uso do coral no início da faixa, movimento arriscado em uma canção de metal.

Se nos primeiros segundos de “Birth Of The Cruel” tudo o que podemos ouvir é a bateria em uma especie de looping, não demora muito para que todos os outros instrumentos apareçam e o refrão venha cheio de força com toda a energia de Taylor. Assim como a anterior, esta faixa também ganhou um vídeo vertical, uma especie de clipe não-oficial, mas tão sinistro quanto.

E lá vamos nós para outro interlúdio, que parece simples mas pode contar muito sobre a história de um álbum. Em “Death Because Of Death” ouvimos “Death because of death because of you” repetidamente.

Se era um solo de guitarra poderoso que você estava esperando, “Nero Forte” é certamente a canção certa para isso. Esta é certamente a faixa mais rápida e de maior energia que vamos ouvir por aqui, deixando um pouco mais de lado o mistério sugerido no álbum.

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A letra é pesada, a batida acompanha e o vocal de Corey soa cada vez melhor. “Critical Darling” é uma das faixas mais longas e por isso abusa da liberdade de circular por diversos caminhos ao longo de seu desenvolvimento. O fim dela, inclusive, nos introduz à próxima canção.

Liar’s Funeral” nos engana ao indicar que será mais tranquila do que o que já ouvimos até aqui. No início ela apresenta uma guitarra acústica, vocais suaves e do nada somos surpreendidos pela mesma voz que anteriormente acalmava. O sentimento predominante ao ouvi-la é certamente o de raiva, diretamente transmitido por todo o ambiente criado pela melodia.

Todo disco possui aquela música característica da banda, que se assemelha a antigos sons já produzidos por eles e que muitas vezes funciona como uma marca. Esta é “Red Flag“, que acredite, não é um ponto negativo, mas sim o que os fãs já esperavam ouvir.

Mais alguns segundos de apenas instrumental é o que vemos em “What’s Next“, que como o próprio nome sugere, serve mais como uma introdução ao que vem a seguir.

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Assustadora e divertida ao mesmo tempo, é assim que podemos definir “Spiders“. É bem comercial e tem perfil de single, ainda que não tenha sido lançada como um.

Aqui podemos exergar provavelmente a canção mais enérgica do disco, com tudo que somente o Slipknot pode fazer com excelência, somos apresentados à “Orphan“. Trechos pesado e brutais são distribuídos juntamente com um refrão eletrizante.

Já havíamos citado canções que são bem características e esperadas pelos fãs, e é aí que “My Pain” chega para contra-argumentar e mostrar que o grupo pode sim surpreender e nos levar a algo completamente inédito.

Toda a hostilidade é trazida de volta em “Not Long For This World“, com um refrão pesado e instrumentais fortíssimos que sempre funcionam bem.

Solway Firth” encerra o disco da melhor maneira possível, um pouco de drama, um toque de nostalgia e a canção se torna um grande hino cheio de emoção. Ela faz um conexão com a faixa de abertura e cita novamente a frase “I’m counting all the killers”. Justamente o que se espera para o fechamento de um ciclo.

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Depois de tanto tempo de espera, era notável a expectativa que cercava este lançamento. Certamente cientes do peso de absolutamente qualquer coisa que lancem, o Slipknot não decepciona e nos puxa de volta ao seu próprio universo, pensando muito bem em como cada faixa funcionará em sua totalidade, e apresentando um álbum digno de destaque em sua carreira.

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