Resenha: “Wiped Out!” (2015) – The Neighbourhood

the neighbourhood - wiped outVocê com certeza já deve ter ouvido “Sweater Weather”, single responsável por lançar a banda The Neighbourhood ao sucesso. Os americanos são conhecidos pela obscuridade presente em suas músicas, e por flertar diversas vezes com o hip-hop. Essa sonoridade esteve presente desde os EPs que antecederam o álbum de estréia “I Love You”. Em 2014 decidiram estreitar ainda mais essa veia hip-hop e lançaram a mixtape “#000000 #FFFFFF”, que dividiu a opinião dos fãs, mas serviu como uma grande experiência para o trabalho do grupo.

Com o single “R.I.P. 2 My Youth”, o The Neighbourhood começou a divulgar seu segundo álbum de estúdio, mantendo seu som característico porém de forma mais madura e com versos mais marcantes. Essa foi a primeira introdução para “Wiped Out!” que, mesmo com letras sombrias, traz um pouco de luz usando a praia como tema, onde a areia e as ondas do mar servem de metáfora para seus sentimentos.

O álbum é aberto de forma bastante incomum com “A Moment Of Silence”, que como próprio nome já nos adianta, apresenta alguns segundos totalmente silenciosos. Já “Prey” é a primeira demonstração da praia que carrega todo o disco, iniciando com sons misteriosos e uma gaivota ao longe. O single define o estilo que conquistou tantos fãs, com letras bastante complexas sobre os sentimentos mais profundos.

“Cry Baby” segue um caminho um pouco diferente, sendo animada e divertida, com um refrão contagiante em sua própria forma, usando uma temática mais romântica em um instrumental que vai se apagando, restando apenas a voz de Jesse Rutherford no fim. A faixa título “Wiped Out!” é caótica e confusa, traduzindo as emoções e pensamentos da letra em sua melodia, que vai mudando em seus 6 minutos de duração – arriscando um rap ainda mais arrojado em uma de suas variações.

“The Beach” é um apelo de socorro de álguem que se encontra perdido em mar aberto, tentando desesperadamente voltar a terra firme já sem forças para continuar. “Daddy Issues” é mais suave, com uma melodia que lembra bastante o primeiro álbum “I Love You”. Um violão é o único instrumento utilizado nos primeiros minutos de “Baby Came Home 2 / Valentine”, que recebe elementos eletrônicos após o primeiro refrão, formando um instrumental poderoso. Sua segunda parte traz sons da praia sobre uma melodia tranquila.

Esses sons servem como introdução para “Greetings From Califournia”, oposta a tranquilidade proposta, usando um assalto a mão armada como cenário para a busca da solução de seus problemas. O início de “Ferrari” contrasta com o resto do disco, com um instrumental agressivo que é quebrado assim que o vocal começa, apresentando duas pessoas opostas que precisam uma da outra para superar a escuridão.

Já “Single” possui um instrumental bastante simples e suave, quase acústico, que cresce de forma grandiosa em alguns pontos da música. Para fechar este álbum da melhor forma, finalmente ouvimos “R.I.P. 2 My Youth”, que continua sendo uma das mais impressionantes. A influência do hip-hop está bastante forte, enquanto Rutherford canta seu próprio funeral ao enterrar sua juventude e inocência. Sons fantasmagóricos finalizam a canção, deixando todos esses pensamentos descansarem em paz.

Tracklist:
01. A Moment Of Silence
02. Prey
03. Cry Baby
04. Wiped Out!
05. The Beach
06. Daddy Issues
07. Baby Came Home 2 / Valentine
08. Greetings From Califournia
09. Ferrari
10. Single
11. R.I.P. 2 My Youth

Nota: 8

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