Djonga
Divulgação

Neste mês, o Djonga lançou seu terceiro álbum de estúdio intitulado “Ladrão” nas plataformas digitais. Aproveitando isso, a Nação da Música preparou um texto detalhando faixa a faixa desta produção.

O disco reúne diferentes batidas nas músicas e aborda temáticas com críticas sociais e outras com letras mais românticas, variando bem dentro do novo trabalho.

Ele já inicia de maneira forte com “Hat Trick”. O rapper aqui vem com versos bem acelerados, falando sobre o que passou, tudo que conquistou e o orgulho disso. Ao final, ele ainda fala sobre essa questão do “ladrão” e o preconceito no Brasil, dizendo que, mesmo fazendo tudo da forma mais honesta ainda o chamariam de ladrão.

Em “Bené”, a velocidade do vocal diminui um pouco, mas as críticas continuam na mesma intensidade, já questionando, no início, “o que vale mais: um jovem negro ou uma grama de pó?”. Nela, diferentemente da anterior, há um refrão mais repetitivo e mais referências atuais desde desenhos até fatos políticos, como quando diz “No país onde a facada que não aleija, elege”, remetendo ao que aconteceu com Jair Bolsonaro enquanto ele ainda era candidato.

Já em “Leal”, entra um estilo mais romântico na batida e na letra. Ela também conta com um refrão bem cativante. Em seus versos, ele descreve bem elogios e relações amorosas. É uma música forte dentro deste álbum e vem num caminho que está crescendo bastante no Brasil.

A primeira parceria do disco é “Deus e o Diabo na Terra do Sol” com Filipe Ret. Aqui há uma mistura de temas, mas o foco maior é em críticas, principalmente na parte do Djonga, como quando critica a meritocracia: “já que meritocracia pra pobre é só se a frase for: Morreu porque mereceu!”

- PUBLICIDADE -

Voltando para o estilo mais sensual, “Tipo” conta com a participação de MC Kaio, que faz o refrão.  A letra tem versos bem descritivos, falando sobre conquista e sexo, retratando ações e o corpo feminino.

Talvez a principal do disco, “Ladrão” traz novamente versos muito acelerados, batida mais densa e forte crítica social. Pelo que é cantado no início dela e pelo que já foi dito pelo próprio rapper anteriormente, a ideia de ladrão vem como um Robin Hood, que tira dos ricos para dar aos pobres. “Eu vou roubar o patrimônio do seu pai, dar fuga no Chevette e distribuir na favela”, diz ele logo no começo. E toda a faixa é construída em cima desse conceito e ainda apresenta algumas frases irônicas como “O mais perto que cês chegaram do morro é no palco favela do Rock In Rio”. Ela é muito boa, representa bem o disco e é uma das melhores desta produção.

Em “Bença”, o rapper apresenta uma temática muito boa, abordando feminismo e racismo. No início ele questiona como sua avó conseguiu criar três mulheres sozinha, numa época em que mulher não valia nada. Mais para frente fala sobre a importância e inspiração que seu pai teve na sua vida e que o vê como um herói. Essa é um dos destaques também, tanto por seu ritmo quanto pela criação da letra.

A última parceria do álbum é “Voz”, que vem com a colaboração de Doug Now e Chris MC. Ela também possui uma batida mais pesada e a combinação dos três ficou ótima, alternando momentos mais velozes e outros mais lentos. Seu refrão que é um pouco mais melódico é excelente e prende muito quem está ouvindo.

- PUBLICIDADE -

Com pouco mais de um minuto, “MLK 4TR3V1D0” chega apenas com a voz do rapper, sem nenhuma batida ao fundo. Ele fala sobre sua história, onde chegou agora e pede respeito para as pessoas que conseguiram chegar onde estão.

Encerrando muito bem o disco, aparece “Falcão”. A faixa apresenta novas críticas sociais, retratando a realidade brasileira e mostrando também referências políticas, citando, por exemplo, o ex-juiz e agora Ministro da Justiça Sérgio Moro.

“Ladrão” é um excelente álbum, um dos melhores lançamentos do rap nacional deste ano e possivelmente continuará nesta posição por um tempo. Com ótimas colaborações, Djonga consegue transitar bem em diferentes temas e fluir com ótimas batidas e rimas.

Deixe seu comentário no final dessa publicação, marque seus amigos que também curtem Djonga, acompanhe a nossa agenda de shows e a Nação da Música através do Twitter, Facebook, Instagram e Spotify. Muito obrigado pela visita e por ler essa matéria!