Capital Inicial
Foto: Fernando Hiro

O Capital Inicial lançou, na sexta-feira (14), o seu disco “Sonora” nas plataformas de streaming, contendo 11 faixas e quatro parcerias.

Este trabalho já começou com grandes mudanças. Ele teve a produção feita por Lucas Silveira, vocalista da Fresno, e teve seu lançamento dividido com músicas liberadas aos poucos. Sobre este modelo de consumo de música, o Dinho Ouro Preto conversou com a Nação da Música a respeito, veja aqui.

O álbum começa com “Parado No Ar” e foi uma ótima escolha para abrir este novo trabalho, pois consegue marcar bem o que é esta era do Capital Inicial. Com uma parceria com Scalene, a faixa já tem um estilo mais moderno do que era o padrão da banda, ela é bem animada e com um ótimo refrão.

Atenção” inicia com uma guitarra mais forte e que se suaviza conforme a música passa. Nesta, Dinho apresenta um vocal mais tranquilo do que na anterior e a faixa já tem um formato mais próximo do que o próprio grupo costuma fazer.

Tudo Vai Mudar” começa de forma bem agitada com versos na mesma melodia da guitarra, o que preenche bem o som. Seu ritmo fica bastante na cabeça e é uma das canções de maior destaque dentro do álbum.

Uma que muda bem o estilo é “Universo Paralelo”. Ela conta com a parceria de Lucas Silveira, inicia de maneira mais calma e fica mais pesada depois do primeiro refrão. A combinação das vozes de Dinho Ouro Preto com a do vocalista da Fresno ficou muito boa, dando um leve contraste entre elas.

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Seja o Céu” é a primeira faixa mais calma com uma presença maior do violão ao fundo e a bateria mais leve. O uso do backing vocal nos versos ficou muito bom também, dando uma outra cara para a melodia.

Seguindo a mesma linha, vem, na sequência, “Nada Vai Te Machucar”, ela também é uma canção mais tranquila. Um diferencial dela é o solo de guitarra que aparece mais para o final, fugindo um pouco do ritmo adotado.

Tempestade” volta a acelerar e vem como uma faixa bem rápida, sem muitas pausas nem na base instrumental e nem no vocal. No meio da música ainda há uma virada bem interessante feita antes de um dos refrãos que encaixa muito bem.

A primeira canção apresentada desta nova fase do Capital Inicial foi “Não Me Olhe Assim”. Ela já tinha sido liberada em maio deste ano e é um estilo mais pop/rock, com refrão bem trabalhado e fácil de ser lembrado. Ela é muito boa e não à toa foi escolhida para mostrar este disco.

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Em nova parceria, “Velocidade” vem com a participação do CPM 22 e é mais uma excelente contribuição. O próprio ritmo já é mais acelerado, puxando bem para o estilo do grupo paulista e até o vocal do Dinho Ouro Preto é mais gritado do o que o normal.

E, na última colaboração deste disco, “Invisível” vem com a banda Far From Alaska. E, logo no início, já vemos que a batida muda, há uma guitarra mais forte, e é uma boa mistura do que os dois grupos fazem. E a parte cantada em inglês pela vocalista Emmily Barreto ficou ótima, combinando muito bem com a música.

Só Eu Sei” encerra o álbum retomando para uma batida mais leve. Ela até tem uma guitarra ao fundo, mas com pouco destaque e sem muita parte elétrica. É uma boa escolha para fechar o disco, dando uma acalmada para quem ouve tudo na sequência.

O “Sonora” é um ótimo trabalho do Capital Inicial e mostra uma mudança positiva no rumo da banda, que vem também com a colaboração de Lucas Silveira na produção, o que dá outra cara ao grupo.

Ao mesmo tempo que vemos a banda abrindo seu leque, é possível perceber semelhanças de algumas faixas com o estilo que foi feito no especial “Aborto Elétrico”, lançado em 2003, com músicas agitadas e de baixa duração.  Outro ponto positivo foi a escolha das parcerias, todas acertadas e muito bem construídas.

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