Resenha: Apesar da poeira, Tomorrowland hipnotiza público com estrutura e boa música

No último feriado (entre 21 e 23), o Parque Maeda, em Itu, recebeu a segunda edição nacional de um dos maiores festival de música eletrônica do mundo: O Tomorrowland. Segundo a organização, aproximadamente 150 mil pessoas compareceram ao megafestival nos três dias.

Equipado com cinco palcos, o maior destaque, além da música, foi a infraestrutura do evento. Apesar de ser um espaço gigantesco, o acesso aos palcos, às lojas e às atrações pareciam estar perto um do outro. O que poupava tempo e fadiga dos visitantes. Ao contrário do Lollapalooza por exemplo, era possível dividir, fracionar o tempo entre uma atração e outra. Claro, não havia cinco minutos de espaço para isso, todos os DJ’s entravam logo em seguida do outro.

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Nos palcos alternativos, o público era menor, porém o mais fiel entre os fãs. As pessoas ali presentes estavam pelo estilo de música que mais lhes agradavam. As músicas fugiam do comum e se apresentavam mais originais do que o palco principal, esse muito mais lotado por conta de nomes mais conhecidos da música. Nicky Romero, por exemplo, foi um dos que mais agitou o público na noite do sábado.

No entanto, o Mainstage pecou pelo excesso de repetição das músicas no Sábado. Era possível ouvir “How Deep Is Your Love?” e “Satisfaction” em praticamente todos os setlists dos DJ’s. Não fosse a introdução feita pelo próprio palco tematizado, era impossível saber a diferença entre uma atração e outra. Para os fãs, obviamente, isso não foi problema nenhum. O grande trunfo mesmo do palco principal ficou pela estrutura dele, com hologramas, telões e diversos pontos interativos com a plateia. Dava para passar um bom tempo olhando detalhe por detalhe no palco. Desde as engrenagens até os figurantes fazendo malabares e saltos em cama elástica. Uma tarefa bem divertida, inclusive.

Outro problema do festival foi por conta do tempo seco a poeira que subiu, principalmente nas principais pistas.  Ano passado, havia uma tentativa de inibir o pó e a terra molhando o solo, algo que não ocorreu nesta edição. Era enorme o número de pessoas que usavam suas camisetas ou peças de roupa para cobrir o rosto.

Por fim, o público e a estrutura são os responsáveis por fazer o festival tão forte, pelo menos aqui no Brasil. As quase 150 mil pessoas não pararam um segundo e todos pareciam sair satisfeitos e extasiados com o que tinham vivido. Para eles, o mundo de Tomorrowland é outro, e não interessa o perrengue, ali só há espaço para a felicidade.

A Nação da Música foi a convite da Fusion Energy Drink. Não deixe de curtir a nossa página no Facebook, e acompanhar as novidades da Tomorrowland Brasil e da Nação da Música.

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Vinicius Machado
Vinicius Machado
Vinicius Machado: Jornalista por opção, escritor por teimosia e apaixonado por música e cinema, principalmente quando essas duas artes se juntam. Além de escrever para o Nação da Música desde 2013, possui um blog de resenhas de filmes. É frequentador assíduo de shows e festivais. Já viu ícones como Bob Dylan, Roger Waters, U2 e Paul McCartney e só pretende largar essa vida depois que assistir aos Rolling Stones ao vivo.