Resenha: “Mundo Novo” – Mahmundi (2020)

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mahmundi
Foto: @caodenado
@nacaodamusica

Na última sexta-feira (29), Mahmundi liberou o disco “Mundo Novo”, terceiro de sua carreira e sucessor de “Para Dias Ruins”. Com 7 faixas, o que parece pouco para um álbum convencional, ele executa bem sua missão e é completo.

Com os dois lançamentos anteriores muito bem recebidos pela crítica e público, ela garante que o disco foi feito para si mesma, sem pressão. Quer saber o que nós achamos? Abaixo vou comentar faixa por faixa.

A introdução de mundo novo é um monólogo pela voz de Paulo Nazareth, compositor, cantor e músico. As belas palavras são proferidas em relação a nós mesmos como seres humanos, a exposição para realmente se descobrir e de vez se lançar no tal Mundo Novo.

O single “Nova TV“, o primeiro a ganhar um videoclipe, trabalha elementos acústicos em si e diversas metáforas em sua estrutura. Brincando com a tecnologia e sociedade, a citada “nova tv” faz uma alusão aos nossos celulares, que tanto passamos tempo olhando.

Uma declaração de amor, mas não daquelas exageradas e românticas ao extremo, mas do que o outro representa para você no dia a dia. É assim “Convívio“, com uma sonoridade convidativa que vai acompanhando as palavras de carinho sendo expressadas de maneira suave.

No Coração da Escuridão” é uma releitura da canção que é originalmente de Dadi Carvalho. As duas se diferem e se assemelham em diversos pontos, mas Mahmundi opta por uma abordagem um pouco mais lenta e doce, mantendo a essência da faixa.

É interessante observar como a introdução do disco segue exatamente tudo o que vem sendo abordado até aqui. Em “Nós de Fronte“, a cantora trata justamente sobre exposição: de si mesma e de seus sentimentos. Em conversa com o NM, ela cita a faixa como uma de suas favoritas.

Com uma leve pegada de reggae que se mistura com um soft pop, chega “Sem Medo“. Com elementos sonoros e repetições bem bacanas ela é mais despojada, utilizando características que até o momento ainda não haviam sido exploradas.

Para fechar o trabalho, Mahmundi selecionou “Vai“. É uma despedida não apenas da produção, mas também de uma vida antiga. O título tem significado de extrema importância na composição da canção, sendo um indicativo de liberdade.

Mahmundi é completa e não cabe em uma caixa. No dito álbum ela e explora a MPB, mistura com pop e R&B e cria relações com seus lançamentos anteriores. A liberdade de misturar sonoridades e chegar a um bom resultado destaca que seu trabalho como produtora amadurece junto com suas composições tão profundas e descomplicadas.

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