
O Sepultura voltou ao Palco Mundo do Rock in Rio neste sábado (5) para encerrar uma história que começou ainda nos primeiros anos do festival. Em sua última participação no evento, a banda mineira levou ao palco a força que ajudou a transformá-la em um dos principais nomes do metal brasileiro no mundo, em uma apresentação marcada pela intensidade do público.
Formado em Belo Horizonte em 1984, o Sepultura passou mais de quatro décadas ampliando os limites de onde uma banda brasileira de metal poderia chegar. A trajetória construída pelo grupo levou sua música para diferentes países e ajudou a estabelecer o nome da banda entre referências internacionais do gênero, com apresentações em grandes festivais e uma discografia que atravessou diferentes momentos do metal.
A história com o Rock in Rio começou em 1991, quando o Sepultura participou pela primeira vez do festival. Desde então, a banda retornou diversas vezes ao evento e passou por suas edições realizadas no Brasil e no exterior. Em 2013, por exemplo, o grupo fez duas apresentações naquela edição, com um show no Palco Mundo e outro no Palco Sunset, em parceria com Zé Ramalho.
Com a apresentação deste sábado, o Sepultura chegou à sua 12ª participação no Rock in Rio, somando as diferentes edições e apresentações realizadas ao longo dos anos. No Brasil, esta foi a nona passagem da banda pelo festival.
A apresentação de 2026 começou às 16h40. Quando o grupo entrou em cena, um telão completo e personalizado com a arte da banda ocupava o fundo do Palco Mundo e acompanhava o show com diferentes elementos visuais.
Na primeira música, “Against”, os vídeos apareceram em uma sequência de muitos flashes, enquanto os demais recursos visuais foram utilizados de maneira mais pontual ao longo do show. A estética acompanhou uma apresentação que, apesar do caráter de despedida, manteve a intensidade característica da banda e refletiu o desejo dos fãs de transformar aquele momento em uma celebração.
Durante “All Souls Rising”, a terceira faixa da apresentação, um tênis voou de uma ponta a outra da multidão. As rodas de mosh também ganharam espaço nos momentos de maior intensidade, com fãs pulando e se chocando ao som da banda. Em meio à movimentação, alguns sinalizadores foram acesos pelos próprios participantes dos moshs, criando pontos de luz no meio da plateia.
O repertório percorreu diferentes momentos da trajetória mais recente do grupo, com faixas como “Choke”, “Kairos”, “Means to an End” e “The Place”. O show também ganhou um momento especial com a estreia ao vivo de “Sacred Books”, faixa do álbum “The Cloud of Unknowing”, lançado em 2026.
A escolha das músicas seguiu a proposta estabelecida para a reta final da carreira, mas o significado daquele palco ia além do repertório. O Sepultura anunciou o fim da banda em dezembro de 2023, e, na ocasião, apresentou a turnê de despedida “Celebrating Life Through Death”, que vem levando o grupo a diferentes países antes do encerramento definitivo das atividades.
Depois de aparecer pela primeira vez no Rock in Rio em 1991 e retornar ao festival em diferentes momentos e formações, o Sepultura encerrou no Rio de Janeiro sua história com o evento. A 12ª participação, nona em território brasileiro, aconteceu 35 anos depois daquela estreia, já na reta final da turnê de despedida. Desta vez, o Palco Mundo foi o último cenário de um encontro que começou quando a banda ainda construía seu espaço no metal e terminou diante de uma plateia que acompanhou parte dessa trajetória.
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