Disco do Dia #29: Lana Del Rey – “Born to Die – The Paradise Edition”

Lana Del Rey

Sempre quando há o relançamento de um álbum há uma preocupação do conteúdo da primeira versão acabar perdendo a magia – tipo aquele ditado que diz que “em time que está ganhando não se mexe” – o que acaba acontecendo na maioria das vezes, mas também há raras excessões em que o artista consegue deixar o álbum ainda melhor com o relançamento e é exatamente esse o caso do “Born to Die – The Paradise Edition” da Lana Del Rey.

Sendo o segundo álbum de estúdio da cantora, tendo sido o primeiro lançado de forma independente, o “Born to Die” foi o álbum que levou Lana Del Rey à fama devido a sua sonoridade excêntrica unida à voz melancólica que caminha entre o sombrio e o doce dando vida às letras e melodias minimamente detalhadas e construídas. É um álbum bastante coeso no que diz respeito ao conjunto da obra e talvez seja isso o que mais atraiu o público.

Já no relançamento com o “Born to Die – The Paradise Edition”, o álbum ganha o toque especial que faltava trazendo ainda mais equilíbrio para a composição geral do produto que vinha sendo duramente criticado por alguns por ser um álbum “sonolento”. Independente de qualquer critica quanto à dinâmica do álbum, é evidente que é um material de extremo bom gosto e que merece ser ouvido e apreciado.

Melhor música: Por se tratar de um álbum tão “redondo” fica difícil escolher apenas uma mas há três canções que merecem destaque: “Ride”, “Video Games” e “American”.

Ponto Forte: O ponto forte do álbum é definitivamente a versatilidade vocal e lírica da Lana Del Rey. Seus tons abafados e melancólicos casam-se perfeitamente com suas notas agudas e desesperadas que dão vida às letras densas e profundas do álbum sendo que Lana não participou da composição de apenas 1 faixa do álbum que possui um total de 24 faixas.

Ponto Fraco: O ponto fraco está exatamente na dinâmica do álbum que pode soar cansativo, se você não estiver com paciência de ouvi-lo, tanto por ele ter uma semelhança muito grande entre as canções nas primeiras ouvidas quanto por ser um álbum extenso em seu tempo de duração que é de aproximadamente uma hora e meia de duração. É praticamente um filme!

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Guil Anacleto
Arquiteto e Urbanista por opção, cantor e amante de música por vocação. Uniu seu gosto por música e por escrita quando viu no Nação da Música a oportunidade de fundir ambos. Não fica sem um bom livro, um celular e um fone de ouvido. Amante de séries, televisão, reality shows, gastronomia, viagens e tenta sempre usar isso a seu favor para estar reunido com família e amigos. Uma grande metamorfose ambulante reunida em um coração sonhador com um toque de humor indispensável.

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