É hora de dar tchau! Mais um semana chega ao seu final, assim como minha participação na coluna Disco do Dia, infelizmente! E a minha escolha, pra fechar essa lista de sete discos com chave de ouro, é o álbum “Brothers” do The Black Keys.

“Brothers” é o sexto álbum do duo e foi lançado em 2010. Ele foi muito bem recebido pela crítica e, na época, chegou a ser escolhido pela revista americana Rolling Stone como segundo melhor álbum de 2010. Além disso, o disco foi nomeado a cinco Grammy Awards, ganhando três destes, dentre os quais “Melhor Álbum Alternativo”.

Para mim, esse é o melhor álbum da dupla, disparado e com certeza está no meu top 3 de melhores álbuns. Foi o primeiro que ouvi do The Black Keys e com certeza foi paixão a primeira ouvida, paixão profunda, se me permitem. “Brothers” é simplesmente um prazer de ouvir, início ao fim. Ele traz a mistura certa entre o blues e o garage rock, grandes armas do The Black Keys. A dinâmica do álbum é agradável e a voz única do grande produtor e músico Dan Auerbach embala com êxito canções muito bem escritas, com instrumentais tão “sofríveis” (no melhor sentido da palavra) como só uma canção de blues consegue ter. São aqueles tipos de música que você não só ouve, mas sente. Brega, eu sei, mas é a verdade.

Melhor música: Escolher apenas uma é missão impossível, mesmo. Gosto muito de todas as faixas desse álbum, sem exceção. Contudo deixo aqui meu destaque para as maravilhosas “The Go Getter”, “I’m Not The One”, “Howlin’ For You” e “Never Give You Up”.

Ponto Forte: O álbum inteiro. Eu gosto tanto desse álbum que é até capaz de minha visão crítica ter sido totalmente afetada. Eu realmente não consigo escolher apenas um ponto forte. Desde a capa até as letras e instrumentais, tudo nesse álbum é executado majestosamente. Acho que se eu tivesse que escolher um álbum para ouvir pelo resto da vida, seria esse.

Ponto Fraco: Pra mim, eles elevaram tanto as coisas com esse álbum, que foi difícil ouvir outros materiais do The Black Keys, já que eu sempre ficava comparando. Além disso, não sei se eles irão conseguir produzir algo do mesmo tamanho. Apesar dos demais discos indubitavelmente terem sua qualidade, “Brothers” deixa seus companheiros comendo poeira.

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