Resenha: “Rumours” – Fleetwood Mac (1977)

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Fleetwood Mac

O ano era 1977 e o Fleetwood Mac lançava o álbum que seria o divisor de águas de sua carreira. Tendo vendido mais de 30 milhões de cópias ao redor do mundo, o disco refletia todas as grandes coisas que aconteciam naquele momento nos anos 70 e internamente na banda. Após algumas mudanças em sua formação, o grupo conseguiu encontrar um equilíbrio e ter sucesso comercialmente.

Em 2019, a obra completou 42 anos e nós não poderíamos deixar um marco tão importante no mundo da música passar em branco.

Second Hand News” é a responsável pela abertura do álbum e funciona como um tipo de “canção de término de relacionamento”, mas foge do tradicional e aborda o tema de maneira descolada, quase como uma superação, com seu ritmo alegre e dançante. Foi a escolha perfeita para iniciar a produção e colocar o ouvinte no clima.

Stevie Nicks é quem assume os vocais e a composição de “Dreams”, e é quase possível ver sua voz flutuando sobre as palavras cantadas. A batida suave porém marcante da bateria também é merecedora de destaque, fazendo da canção uma boa balada.

Muito se comenta sobre a relação de Nick e Buckingham na época em que o disco foi gravado, e um pouco disso pode ser visto nas letras das músicas, que parecem funcionar como um tipo de resposta uma para a outra. Na acústica “Never Going Back Again”, o músico fala sobre perceber que cometeu o mesmo erro diversas vezes e o que isso pode significar.

Em “Don’t Stop” temos a primeira aparição de Christine McVie, à frente da que pode ser considerada a canção mais característica dos anos 70, pois se assemelha muito com o que estava sendo feito por outras bandas da mesma década.

Uma das mais populares do disco, “Go Your Own Away” é definitivamente uma das melhores presentes no material. O instrumental, o ritmo e a letra são trabalhados de maneira conjunta e crescem conforme a canção passa.

Songbird” surge como uma daquelas canções que te causam arrepios desde a primeira palavra. Cantada por Christine, ela foi composta pela cantora durante seu divórcio (que aconteceu durante o processo de produção do disco) e consegue transmitir um pouco da angústia vivida por ela. O verso “And I wish you all the love in the world / But most of all, I wish it from myself” é um dos mais marcantes.

The Chain” é a música mais forte presente no disco e a que tem maior capacidade de por si só mostrar o trabalho incrível que o Fleetwood Mac era capaz de apresentar. Tudo na faixa se encaixa: a maneira misteriosa como começa, sendo acompanhada por batidas (duvido você não entrar no ritmo e tentar acompanhar a canção enquanto ouve), mostrando seu crescimento no refrão e quase no fim sendo extremamente completa, com vocais perfeitos.

Assim como já dito anteriormente, muitos rumores cercam o disco e “You Make Loving Fun” é uma das canções que mais se especula sobre a inspiração por trás da letra. Com um ar mais descontraído e leve sua a batida é contagiante.

Ainda seguindo a linha mais animada e com forte instrumental, “I Don’t Want To Know” foi composta por Stevie onde, novamente, o tema tratado aparenta ser a superação de um término. Ela é divertida e, no fim, a sensação que permanece é de que passou rápido demais e você poderia ouvir pelo menos outras 3 vezes repetidamente.

Em “Oh Daddy” vemos o ritmo diminuir novamente. Os vocais são impecáveis e o fim possui momentos bem interessantes quando se trata do teclado, mas no geral é provavelmente uma das mais fracas do disco.

E por fim, ouvimos “Gold Dust Woman”, que encerra o álbum de maneira completamente oposta a seu início. O clima é mais pesado, uma balada mais dura que as apresentadas anteriormente e incríveis solos de guitarra.

Com a produção, o Fleetwood Mac mostrou não apenas sua grandeza como conseguiu se manter como uma das bandas mais marcantes da década de 70.

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