Resenha: “Future Hearts” (2015) – All Time Low

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All Time Low é aquela banda que você sabe identificar na hora que está tocando. O seu sexto álbum intitulado “Future Hearts” conta com a mesma fórmula que estamos acostumados, mas com algumas músicas que possuem um diferencial que chama a atenção e nos anima para ver o que está por vir no disco.

O disco é composto do bom pop/punk que já conhecemos, com melodias que grudam na cabeça, refrãos poderosos e até um pingo de nostalgia. Com isso “Future Hearts”, apesar de andar em círculos, traz músicas gostosas de ouvir e até para animar o dia.

O álbum é aberto por “Satellites”. Esse é aquele tipo de música que você sabe que vai ter um resultado incrível ao vivo, porque literalmente é uma música que “grita” por um show ao vivo. No estúdio, por outro lado, não parece ter toda a força que poderia apresentar, até que nos últimos segundos da canção conseguimos sentir a emoção. Na sequência temos “Kicking & Screaming” que já pega o embalo do final da anterior e surpreende. Bateria boa, melodia convidativa, um grande refrão e de bônus você ainda pode curtir o Alex gritando. “Something’s Gotta Give” é uma música normal para mim. A mesma fórmula, nada de extraordinário. Porém tem uma letra divertida e pode até trazer inspiração para algumas pessoas, como por exemplo no trecho: “wake me up/say enough is enough/I’m dying to live” (me acorde, diga que já é suficiente, eu estou morrendo de vontade de viver). “Kids in The Dark” não foi uma música que me conquistou totalmente por sua melodia, porque parecia que eu estava ouvindo algo que já existia. Porém, além de uma boa guitarra e ótimos vocais do Alex Gaskarth, o que me chamou atenção foi a letra com uma mensagem positiva para as pessoas que pensam que não se encaixam no mundo.

Em “Runaways” ganhamos mais uma música que pode se tornar viciante por não sair da cabeça, ou pode acabar se tornando mais uma que vai acabar sendo esquecida. Isso depende de você. No geral, é uma faixa bem produzida, mas para mim, continua sendo morna. “Missing You” é uma das músicas favoritas de muitas pessoas, e isso, se deve ao fato dela ser diferente. É um pouco lenta, é alegre, traz uma mensagem ótima (que já estamos acostumados, mas continua sendo boa). Parece uma versão de The Lumineers, mas é comovente. Na sequência “Cinderblock Garden” traz um som mais elétrico, mas com a mesma temática da anterior: depressão adolescente, contra suicídio, e por aí vai. Os “oh oh” intermediários, com certeza vão ficar na sua cabeça. Vale avisar que talvez o címbalo vai irritar um pouco na ponte, mas dá para relevar.

Chegamos a primeira colaboração do disco. “Tidal Waves” conta com Mark Hoppus em uma balada que traz uma bela junção das suas vozes e mais uma música bacana de ficar ouvindo durante o dia. “Don’t You Go” começou e eu voltei alguns anos na música, achando que estava ouvindo Blink. O templo duplo, a bateria, as palmas, tudo isso faz com que essa música se destaque. “Bail Me Out” é uma colaboração com Joel Madden e apesar de não ser lá tão memorável é uma canção divertida, tem um bom instrumental, e um bom vocal com as duas vozes. “Dancing With a Wolf” tem lobo no título, mas parece que é música de algum filme sobre fantasmas. Seu ponto alto, com certeza, é a bateria de Rian Dawson. “The Edge Of Tonight” é mais uma música lenta, com um piano maravilhoso, percussão que torna o refrão grande e poderoso e deve ser ótima de se ouvir em um show ao vivo. O disco é finalizado com “Old Scars/Future Hearts”. É uma música mais obscura e profunda, que conta com gritos vindos do vocalista, uma percussão saltitante, e uma letra poderosa. Acredito que tenha sido uma excelente escolha para encerrar este álbum, e é de longe uma das melhores músicas do disco todo.

Tracklist:

1. Satellite
2. Kicking & Screaming
3. Somethings Gotta Give
4. Kids In The DarkLyrics
5. Runaways
6. Missing You
7. Cinderblock Garden
8. Tidal Waves
9. Don’t You Go
12. The Edge Of Tonight
13. Old Scars/Future Hearts

Nota: 8

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