Resenha: “Young Dumb Thrills” – McFly (2020)

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Foto: Divulgação
Mar Aberto
Mar Aberto

Nesta sexta-feira (13), a banda inglesa McFly lança o aguardado novo disco da carreira, “Young Dumb Thrills”, depois de 10 anos do último lançamento de estúdio, “Above The Noise”. A Nação da Música recebeu o disco com antecedência da BMG para esta resenha, que trará detalhes sobre todas as 12 faixas. No Brasil, o álbum é distribuído pela Warner Music BR.

A música de abertura do álbum também foi o primeiro single a ser divulgado nesta nova era. “Happiness” traz uma vibe completamente otimista para começar o trabalho, com sample de um samba brasileiro, do grupo maranhense Nonato E Seu Conjunto. A faixa ganhou um videoclipe animado com colagens, feito durante a quarentena.

Em seguida, a banda continua com o ritmo animado que começou na faixa anterior, desta vez com “Another Song About Love”, que fala exatamente sobre isso… mais uma música sobre amor. Os integrantes “reclamam” que só conseguem falar sobre isso porque não passaram por términos, vícios ou confusões. “Eu preciso de algumas histórias pra contar / Histórias que me fazem parecer incrível / Eu preciso de um término, nós sempre acordamos e nos acertamos / E isso não faz uma música que vende”, diz.

“You’re Not Special” deixa o lado otimista um pouco de lado para explorar a realidade numa música mais pé no chão. Nela, o McFly reforça que ninguém é especial, que somos todos iguais. “Eu não preciso dos seus heróis / Eles são pessoas comuns / Eles só te decepcionam”.

Mar Aberto
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Na quarta faixa, “Head Up”, temos uma melodia que me lembrou bastante algumas músicas da banda Imagine Dragons, que talvez tenha sido uma inspiração. Sobre superar medos e adversidades e manter a cabeça erguida, como diz o próprio título, uma das frases que me chamou a atenção foi: “Através dos anos, todos os meus medos ficaram ensurdecedores”. Um detalhe bacana é que o baixista Dougie canta um dos versos, algo que não acontece em todas as músicas.

Chega a hora de mais um single: “Tonight Is The Night”. Sobre o significado da faixa, o vocalista Tom Fletcher explicou em entrevista para a NM: “É sobre ter alguém que você idolatra e acha que é perfeito e ver os defeitos dessa pessoa e perceber que ela não é perfeita. E isso se torna reconfortante porque você também não é perfeito e pode aceitar suas imperfeições. [É] Sobre superar suas inseguranças. Eu acho que é uma música profunda no sentido de que é animada, mas também é uma música reveladora. Ela é sobre isso, essa foi a inspiração”.

Após o single, temos a faixa-título do disco, “Young Dumb Thrills”. Ela conta com a participação de Rat Boy, músico britânico, e traz uma atmosfera bem diferente do que estamos acostumados, quando se trata das músicas do McFly, com o hip hop introduzido pela colaboração. “Eu não sou um líder ou um seguidor. Somos todos escória”, canta Rat Boy. Esta é uma das faixas que vai seguir o estilo “ame ou odeie” por ser algo muito diferente do que o grupo já fez anteriormente.

A sétima faixa do disco é outra já conhecida do público e segue o mesmo estilo da anterior. “Growing Up” tem a colaboração de Mark Hoppus, do blink-182, e puxa o disco para o lado pop punk, clássico da banda norte-americana. Dougie volta a cantar em alguns versos e a letra aborda o fato de não podermos fazer nada para não envelhecer, mas podemos amadurecer, e também sobre a vida de banda.

Ao contrário do que abordam em “Another Song About Love”, em “Mad About You” eles falam sobre uma briga de casal, em que a parceira vai embora depois de uma discussão. “Brava por causa de coisas que você não pode mudar / Brava por causa de um pensamento que não consegue explicar / Brava com seu coração quando ele parte em dois / Mas eu sou louco por você”. Até o momento, é uma das minhas favoritas por me lembrar das músicas mais antigas do grupo britânico, tanto na melodia como na letra bem pensada.

Com “Sink or Sing”, podemos testemunhar o lado mais delicado de McFly, com uma balada motivacional, com uma das minhas letras favoritas do disco. “A vida é uma música que eu nunca ouvi / Como eu devo saber a letra? / Todo mundo menos eu sabe a melodia perfeitamente / Eu não sei como eu cheguei tão longe / Quando a vida ficou assim tão difícil?”. Danny Jones canta então que não devemos desistir e que temos a escolha de afundar ou cantar, como diz o título.

A seguir, mais uma delicada balada de amor cantada por Danny, “Like I Can”. Nela, o vocalista explica que qualquer um pode trocar um pneu, qualquer um pode cozinhar e qualquer um pode cantar uma canção de amor, mas que só ele pode ama-la do jeito certo. “Qualquer um pode tocar piano / Qualquer um pode entrar numa banda / Ninguém vai cantar sobre você como eu consigo”. Para mim, é quase como uma “Falling In Love”, música do disco “Radio:Active” de 2008.

De volta às músicas animadas, temos “Wild And Young”, que ainda é uma canção de amor, daqueles bem apaixonadas. É uma das que mais me lembrou o McFly “antigo”, ou seja, antes do disco “Above The Noise” (2010). “Amar você nunca foi uma escolha / Mas quando eu escuto sua voz, o resto é barulho de fundo / E se eles não gostarem de nós / Nós vamos deixá-los na poeira”.

Chegamos à décima segunda faixa, a que fecha “Young Dumb Thrills”. “Not The End” termina o álbum com uma vibe positiva, com palavras de amor e uma batida gostosa de ser ouvida. Ao ouvir, eu senti como se estivesse no final de uma festa ou até de um filme, mas num ótimo sentido. Acredito que tenha sido uma bela escolha para finalizar este álbum tão aguardado pelos fãs de longa data. Mais gostoso ainda é ouvir eles conversando no final da faixa, num divertido outtake, onde comentam coisas do tipo “Vemos você em turnê! Este é o álbum, galera”.

Depois de 10 anos sem um álbum de estúdio, McFly volta aos nossos ouvidos e corações com um trabalho que contempla os novos estilos, mas que também nos lembra do porquê amamos esta banda e esperamos por tanto tempo por músicas inéditas. Para mim, as melhores canções estão dentro do álbum, aquelas que não viraram singles, mas que conquistam a gente não só pela nostalgia, mas também por nos trazer algo novo aos ouvidos. Se você me perguntar “valeu a pena esperar?”, minha resposta é: sim, valeu a pena.

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Mar Aberto
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