
O Bad Omens fez sua estreia no Rock in Rio neste sábado (5), encerrando a programação do Palco Sunset no segundo dia do festival. A apresentação aconteceu às 22h50, depois de Poppy, e levou ao palco a mistura de metalcore, rock alternativo, dark pop e elementos eletrônicos que vem ganhando cada vez mais espaço na sonoridade da banda.
A passagem pelo festival também marcou a segunda visita do grupo ao Brasil. A primeira aconteceu em outubro de 2024, quando se apresentou no Knotfest Brasil, em São Paulo. Quase dois anos depois, o repertório apresentado no Rock in Rio trouxe músicas mais recentes sem deixar de lado algumas das faixas que ajudaram a projetar a banda internacionalmente.
A abertura ficou por conta de “Specter”, seguida por “Glass Houses” e “The Death of Peace of Mind”.
A sonoridade do Bad Omens também apareceu na maneira como essas músicas se alternaram ao longo do show. “Artificial Suicide” e “Dethrone” trouxeram alguns dos momentos mais pesados da noite, enquanto “The Death of Peace of Mind”, “Like a Villain” e “Just Pretend” diminuíram o peso das guitarras e deram mais espaço para melodias, sintetizadores e vocais limpos. Em entrevista à NME, Noah Sebastian já havia falado sobre esse caminho, citando a aproximação do grupo com o dark pop, a música industrial e outras referências para além do metal.
O problema esteve menos no repertório do que nas condições para acompanhá-lo. Nas laterais do Palco Sunset, o som estava baixo, o que dificultou a participação de parte do público e deixou alguns momentos da apresentação menos potentes para quem estava distante do centro. Ainda assim, os fãs que chegaram preparados para cantar não deixaram passar os principais momentos da noite.
“Just Pretend” foi um dos momentos em que essa conexão com o público ficou mais evidente. A música, lançada em The Death of Peace of Mind (2022), foi cantada em coro pelos fãs e também esteve no repertório da banda no Knotfest Brasil, em 2024, quando ganhou uma passagem parcialmente acústica. No Rock in Rio, apareceu em sua versão completa e dividiu espaço com músicas mais recentes, como “Dying to Love”, “Left for Good” e “Impose”.
Mesmo com as limitações técnicas em parte do Sunset, a atmosfera criada pela banda encontrou resposta entre os fãs. Noah Sebastian manteve uma postura mais contida durante boa parte da apresentação, deixando que as mudanças entre momentos pesados e passagens melódicas conduzissem o show. Nos refrões mais conhecidos, o público assumiu parte dos vocais e ajudou a sustentar a apresentação.
“Dethrone” encerrou a apresentação colocando novamente as guitarras em primeiro plano. Na estreia no Rock in Rio, o Bad Omens encontrou um público que já conhecia seus principais refrões e mostrou que a relação construída com os fãs brasileiros desde o Knotfest Brasil, em 2024, continua crescendo.
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